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Setor de Energia Elétrica: Chineses lideram a geração de energia do setor elétrico privado no país


LUIZ-GUILHERME-DIAS-e1443731843958Por Luiz Guilherme Dias | Rio, 20/Out/2016.

 

Precisamos aproveitar a energia das mulatas para produzir eletricidade

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Segundo informações publicadas na mídia especializada em 10/Out/2016, estatais chinesas já lideram o setor elétrico privado no país. É chinesa a maior geradora de energia privada do país. Com o término das negociações para a aquisição dos ativos da americana Duke Energy no Brasil, a CTG (China Three Gorges), maior hidrelétrica do mundo,  assumiu a liderança no ranking de geração, com 8,27 gigawatts. Em 2015, ela havia desembolsado R$ 1,7 bilhão pelos ativos da Triunfo e R$ 13,8 bilhões em bônus de outorga pelas usinas de Jupiá e Ilha Solteira, que pertenciam à Cesp. (Fonte: Valor).

O mercado acionário brasileiro possui 44 companhias abertas do setor de Energia Elétrica, caracterizando um segmento com alto grau de diversificação em relação aos demais. No 1º semestre de 2016 essas empresas totalizaram quase R$138 bilhões em receitas. A líder do setor em bolsa nesse período em receitas é a Eletrobras com cerca de R$40 bilhões, seguida da Cemig (R$9,2 bilhões) e da CPFL Energia (R$8,7 bilhões). Juntas essas 3 companhias representam 42% do setor. Os gráficos a seguir ilustram os números mencionados.

Market Share e Receitas Líquidas das Companhias do Setor de Energia ElétricaFonte: SABE ©

Market Share e Receitas Líquidas das Companhias do Setor de Energia Elétrica
Fonte: SABE ©

Olhando pela ótica dos resultados a Eletrobras liderou no 1S2016 com lucro (não recorrente) de R$8,9 bilhões (saindo de um prejuízo de R$290 milhões no mesmo período de 2015), seguida da Copel com R$1,1 bilhões e da CEEE-GT com R$702 milhões. A Renova ocupou a última posição de resultados com prejuízo de R$591 milhões. O setor como um todo obteve um resultado positivo de R$14,7 bilhões (reforçado em grande parte pela Eletrobras), tendo apenas 8 das 44 companhias dado prejuízo no 1º semestre de 2016.

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Na comparação do 1S2015 contra 1S2016, as 5 maiores variações de receitas, EBITDA e resultados e as  5 menores variações de dívidas das empresas do setor em bolsa são mostradas nas planilhas a seguir:

Destaques de variações do Setor de Energia Elétrica – 1S2015 x 1S2016Fonte: SABE ©

Destaques de variações do Setor de Energia Elétrica – 1S2015 x 1S2016
Fonte: SABE ©

Ainda na comparação do 1S2015 contra 1S2016, as 44 empresas no conjunto tiveram os seguintes indicadores: receitas praticamente estáveis, aumento significativo de 61% na geração de caixa medida pelo EBITDA e aumento de 44% do resultado líquido (ambos favorecidos pela Eletrobras). Ao mesmo tempo, embora com aumento de 8,2% da dívida líquida, essas companhias reduziram em 33% a relação entre a dívida líquida e o EBITDA no 1S2016. A taxa de retorno para o acionista (ROE) subiu 2,4 ppt alcançando uma rentabilidade de 7,76% no 1º semestre de 2016. A tabela seguinte ilustra os números do setor na comparação dos totais dos últimos dois semestres das 44 empresas do setor.

Indicadores do Setor de Energia Elétrica – 1S2015 x 1S2016Fonte: SABE ©

Indicadores do Setor de Energia Elétrica – 1S2015 x 1S2016
Fonte: SABE ©

 

Comentários Finais

De acordo com matéria publicada no jornal O Estado de S. Paulo, em apenas 3 anos, a elétrica China Three Gorges Corporation (CTG) se transformou na maior geradora privada do Brasil. O último lance para a conquista da posição foi anunciado na segunda-feira, 10/Out/2016, com a compra dos ativos brasileiros da americana Duke Energy, em operação no País desde 1999, quando o setor elétrico estava sendo privatizado.

O negócio, fechado em US$ 1,2 bilhão, inclui 8 hidrelétricas e 2 pequenas centrais hidrelétricas nos Estados de SP e PR. Juntas, elas têm potência de 2,27 mil megawatts (MW) – o suficiente para abastecer 27 milhões de habitantes. Com a aquisição, a CTG passa a ter capacidade instalada de 8,27 mil MW – superior aos 7,3 mil MW da franco-belga Engie, até então a maior geradora privada do País.

No ranking geral, entre públicos e privados, a chinesa ficará em 4º lugar, atrás das estatais da Eletrobrás, Chesf, Furnas e Eletronorte. “Essa transação é mais um passo importante para consolidar nossa estratégia de ser uma empresa de energia limpa relevante no Brasil”, disse o presidente executivo da CTG Brasil, Li Yinsheng, em comunicado oficial. A CTG é uma estatal chinesa, mas no Brasil segue as regras do capital privado.

A escalada do grupo chinês, dono da CTG, tem sido surpreendente para a atual realidade brasileira de baixos investimentos e pouca atratividade para o estrangeiro. A entrada da empresa no Brasil ocorreu em 2013, com o lançamento de uma plataforma de investimentos para América Latina.

Segundo fontes, os ativos da Queiroz Galvão também podem estar na mira dos chineses, assim como a Hidrelétrica de Santo Antônio, no Rio Madeira, em Rondônia. Um dos principais sócios da usina é a Odebrecht, envolvida na Operação Lava Jato e que precisa de recursos para reforçar o caixa. Executivos da empreiteira já foram até a China apresentar a hidrelétrica às empresas interessadas. “Os investidores brasileiros estão sem fôlego para grandes aquisições. Hoje quem tem dinheiro são os chineses”, afirma um executivo do setor. (Fonte: Exame).

A SABE Consultores tem o propósito de “organizar informações financeiras sobre as empresas brasileiras e torná-las acessíveis e úteis” e acredita que as empresas vencedoras e que vieram para ficar são as que criam valor para TODOS os seus stakeholders. Manteremos você atualizado com novas informações extraídas do nosso Banco de Dados SABE.

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Luiz Guilherme Dias é Sócio-Diretor da SABE Consultores, Consultor de Empresas e Conselheiro Certificado.

E-mail: lg.dias@sabe.com.br

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