Inflação assusta o mercado

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Inflação assusta o mercado

18/07/2022

“Temos que compatibilizar o crescimento com a preservação do planeta e o desenvolvimento social inclusivo”

Roberto Azevedo, ex-diretor-geral da OMC

Inflação assusta o mercado

Matéria publicada no Caderno Eu & Fim de semana denuncia aumento de preços e achatamento de salários provocando instabilidade com crise do custo de vida que desafia governos ao redor do planeta.

Em entrevista num programa de televisão matinal no Reino Unido, uma viúva de 77 anos contou à apresentadora que a disparada do custo de vida no país a obrigava a fazer uma única refeição por dia e levantar-se cedo para tomar um ônibus. Qualquer um, não importava a rota. A ideia era aproveitar o passe gratuito de idosa para manter-se em local aquecido durante os dias frios sem que isso onerasse sua conta de gás.

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O problema deverá ser maior porque em outubro próximo, quando estão previstos novos reajustes, as faturas terão subido 65% em 12 meses. Anualizada, a inflação no Reino Unido bateu os 9,2% em junho - o índice mais elevado em quatro décadas -, quando a meta para o ano era de 2%. A energia foi seu principal vilão.

A pressão se replica por outras categorias. Motoristas bloquearam estradas na Inglaterra, País de Gales e Irlanda do Norte em protesto contra os preços da gasolina na bomba no início do mês. Sem uma solução de curto prazo para a guerra na Ucrânia, ainda não há perspectiva de mudança nesse cenário.

Dados da consultoria Deloitte indicam que 75% da população global teme a alta do custo de vida. Os preços altos e o achatamento de salários devem alimentar novas ondas de instabilidade social. O tema foi incluído na agenda dos organismos internacionais entre os grandes fatores de risco a serem enfrentados pelos países. A Verisk Maplecroft, empresa de avaliação de risco, prevê que 75 países devem registrar um aumento no número de protestos até o final do ano.

Enquanto cada país busca a seu modo conter a escalada inflacionária, o mundo tenta entender o que está acontecendo. Para um economista do FMI, o mundo foi surpreendido por uma sucessão de choques inesperados: a pandemia e, em seguida, a guerra russa na Ucrânia. Mas elas se somam a um cenário que já vinha mudando desde a crise financeira internacional de 2008.

Resumo da Semana

Na semana encerrada em 15/Jul, o Ibovespa caiu 3,73%, fechando aos 96.551 pontos.

Em 2022, o índice cai 7,9%, bem abaixo da renda fixa com alta de 5,99%, medida pelo CDI.

Notícia negativa para os emergentes e para as commodities: PIB/2Tri da China cresceu apenas 0,4%, abaixo do esperado (+0,9%). A produção industrial também frustrou as previsões.

Nos EUA, mais um indicador importante, as vendas no varejo em junho, podem influenciar as expectativas para os juros, após os mercados terem devolvido as apostas mais agressivas numa alta de 100 pontos-base no Fomc do dia 27.

Quanto mais forte o desempenho do consumo, mais ameaça para a inflação e mais pressa deve ter o Fed. Os investidores também reagem aos balanços de Wells Fargo e do Citigroup.

Aqui, Bolsonaro emplaca vitórias eleitorais expressivas, com a promulgação da PEC das bondades, alta do PIB, deflação em julho e a melhora da perspectiva na nota da Fitch.

Fonte: BDM

O momento atual da COVID-19

Novo levantamento da situação da pandemia de coronavírus no Brasil divulgado pelo consórcio de veículos de imprensa a partir de dados das Secretarias Estaduais de Saúde, consolidados às 20h de sábado (16 de julho). Fonte: G1. Saiba mais...

Notícias relevantes

No link abaixo você pode acessar uma compilação de notícias consideradas destaques relevantes por nosso time, visando auxiliar o nosso estimado leitor a compreender o recorrente “quebra-cabeças” do mercado de capitais brasileiro.

Segue o link para download do Relatório “A Bolsa na semana”: https://bit.ly/3zmVQud

Desempenho do Ibovespa

O Ibovespa encerrou a última semana no dia 8 de julho registrando 100.289 pontos, equivalente a menos 30.487 pontos (- 23,3% em moeda local) abaixo da marca recorde de 130.776 pontos registrada no fechamento do pregão de 7/06/2021. Neste ano de 2022 o Ibovespa está caindo 4,3%.

A tendência primária (longo prazo) do Ibovespa continua em ALTA, mesmo com a elevada volatilidade e incerteza do momento, tanto no plano econômico quanto no cenário político. No curtíssimo prazo (últimos 21 pregões) a tendência do principal índice da bolsa se mantém em QUEDA.

Veja a seguir o desempenho da bolsa brasileira, medido em pontos, pelo Ibovespa e pelos índices das carteiras B3 de Dividendos (IDIV), Small Caps (SMLL) e Sustentabilidade (ISE), em diferentes intervalos de tempo. Observe que, mesmo com a queda provocada pela onda de incerteza com a Covid-19, no longo prazo, a variação dos quatro índices, à exceção do ISE,  supera a renda fixa, com variação positiva de mais de 35%, contra 33% do CDI. Com a Selic agora a 13,25% aa, a renda fixa volta ao radar dos investidores de curto prazo, mas a renda variável ainda continua sendo a protagonista do mercado de longo prazo, como sempre enfatizamos neste blog.

Perceba, estimado leitor, que o índice que teve o melhor desempenho no longo prazo foi o IDIV,com alta de 76%. Perceba também que o IDIV é o que tem o melhor desempenho em 2022, com queda de  4,6%.

O conjunto de estatísticas mostrado ajuda o leitor a perceber os movimentos cíclicos da bolsa brasileira, em especial sobre os que têm (e os que não têm) fundamento técnico. 

Confira a evolução do “termômetro da bolsa” no gráfico abaixo e perceba as tendências (linha pontilhada em amarelo) e as volatilidades do Ibovespa no longo prazo (cinco anos) e no curtíssimo prazo (últimos 21 pregões):

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Luiz Guilherme Dias
SABE | Inteligência em Ações da Bolsa


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