Bear market, até quando?

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Bear market, até quando?

25/07/2022

“Tivemos a queda na atividade econômica [por causa da covid], depois a recuperação em V, o pico no emprego. O ciclo tem sido mais acelerado que os anteriores. É uma boa notícia, porque significa que esse ‘bear market’ chegará ao fim mais rápido. Será doloroso, mas será passageiro”.

Mike Wilson, chief investment officer do Morgan Stanley

Bear market, até quando?

O “bear market” (mercado urso, em português) é o termo utilizado no mercado financeiro para definir um período de intenso pessimismo e desvalorização nas bolsas de valores. A duração de um bear market depende da consistência das inúmeras variáveis que o ocasionam, podendo, portanto, durar meses ou até mesmo anos.

No ano, até 15/07, o Ibovespa caía 7%. Pior ainda no caso das bolsas americanas. O Dow Jones já recuava 14,5%, enquanto o S&P 500 caía 19,5%. E a Nasdaq acumulava 28% negativos desde o começo de janeiro.

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Nestas horas, alguns acabam entrando em desespero, vendendo tudo e aceitando com amargor o prejuízo. Decisão de certo modo compreensível, já que pelo menos o prejuízo deixa de aumentar, porém que vai contra a lógica dos investimentos. Ninguém cria um portfólio só para vender tudo com prejuízo e não ter mais como se recuperar.

O que fazer, então? Uma saída é olhar, mais uma vez, para o estudioso favorito deste espaço, o grande Daniel Kahneman. Ganhador do Nobel de Economia de 2003, ele discute em seu livro “Rápido e devagar: duas formas de pensar” que o pensamento humano se desenvolve de duas maneiras. Uma é rápida e emocional, se valendo de “atalhos mentais” para reagir de maneira instintiva. O segundo sistema é fruto de cálculos complexos, levando a reações que exigem concentração e são mais lentas.

A crise atual exige, antes de qualquer ação, análises cuidadosas. Os mercados financeiros passam por uma combinação de fatores estressantes: o risco de uma recessão nos EUA, a desaceleração da economia chinesa, a alta da inflação no mundo e a Guerra na Ucrânia, com efeito sobre os preços dos combustíveis e dos alimentos. Ou seja, são o território ideal para a análise complexa, tanto na compra quanto na venda de papéis. Fonte: Investnews.

Resumo da Semana

Na semana encerrada em  22/Jul, o Ibovespa subiu 2,46%, fechando aos 98.925  pontos.

Em 2022, o índice cai 5,6%, bem abaixo da renda fixa com alta de 6,2%, medida pelo CDI.

O BCE surpreendeu com uma alta do juro acima do guidance, acelerando a correção do spread com as taxas americanas.

Apesar da surpresa, analistas do mercado consideram que a ação mais agressiva foi necessária para debelar a escalada inflacionária na Europa, mas concordam que amplia os riscos de recessão. Na primeira reação, o euro e os bônus alemães ganharam impulso, mas a avaliação é de que a força do dólar se manterá, às vésperas do Fomc, na próxima semana.

Aqui, os investidores repercutem o relatório mais fraco de produção da Petrobras, enquanto a Economia publica o relatório bimestral de receitas e despesas no DOU.

A arrecadação de R$ 1,089 trilhão no 1º semestre foi recorde para o período. Mas, nem por isso os números trazem tranquilidade para o mercado.Fonte: BDM

O momento atual da COVID-19

Novo levantamento da situação da pandemia de coronavírus no Brasil divulgado pelo consórcio de veículos de imprensa a partir de dados das Secretarias Estaduais de Saúde, consolidados às 20h de sábado (23 de julho). Fonte: G1. Saiba mais...

Notícias relevantes

No link abaixo você pode acessar uma compilação de notícias consideradas destaques relevantes por nosso time, visando auxiliar o nosso estimado leitor a compreender o recorrente “quebra-cabeças” do mercado de capitais brasileiro.

Segue o link para download do Relatório “A Bolsa na semana”: https://bit.ly/3yXCvhq

Desempenho do Ibovespa

O Ibovespa encerrou a última semana no dia 22 de julho registrando 98.925 pontos, equivalente a menos 31.851 pontos (- 24,4% em moeda local) abaixo da marca recorde de 130.776 pontos registrada no fechamento do pregão de 7/06/2021. Neste ano de 2022 o Ibovespa está caindo 5,6%.

A tendência primária (longo prazo) do Ibovespa continua em ALTA, mesmo com a elevada volatilidade e incerteza do momento, tanto no plano econômico quanto no cenário político. No curtíssimo prazo (últimos 21 pregões) a tendência do principal índice da bolsa se mantém em QUEDA.

Veja a seguir o desempenho da bolsa brasileira, medido em pontos, pelo Ibovespa e pelos índices das carteiras B3 de Dividendos (IDIV), Small Caps (SMLL) e Sustentabilidade (ISE), em diferentes intervalos de tempo. Observe que, mesmo com a queda provocada pela onda de incerteza com a Covid-19, no longo prazo, a variação dos quatro índices, à exceção do ISE,  supera a renda fixa, com variação positiva de mais de 37%, contra 33% do CDI. Com a Selic agora a 13,25% aa, a renda fixa volta ao radar dos investidores de curto prazo, mas a renda variável ainda continua sendo a protagonista do mercado de longo prazo, como sempre enfatizamos neste blog.

Perceba, estimado leitor, que o índice que teve o melhor desempenho no longo prazo foi o IDIV,com alta de 80%. Perceba também que o IDIV é o que tem o melhor desempenho em 2022, com queda de  2,7%.

O conjunto de estatísticas mostrado ajuda o leitor a perceber os movimentos cíclicos da bolsa brasileira, em especial sobre os que têm (e os que não têm) fundamento técnico. 

Confira a evolução do “termômetro da bolsa” no gráfico abaixo e perceba as tendências (linha pontilhada em amarelo) e as volatilidades do Ibovespa no longo prazo (cinco anos) e no curtíssimo prazo (últimos 21 pregões):


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Luiz Guilherme Dias
SABE | Inteligência em Ações da Bolsa


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