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GRUPO X: Recuperação Judicial e Sobreviventes Vendidas


LUIZ-GUILHERME-DIAS-e1443731843958Por Luiz Guilherme Dias | Rio, 22/Jun/2017.

 

“Eu fracassei. Perdemos juntos. O maior perdedor dessa história fui eu”

Eike Batista – Fundador do Grupo EBX

Em Fev/2017 publicamos um artigo intitulado “GRUPO X: Ascensão e Queda” onde apresentamos a situação das empresas do “Grupo X” naquela ocasião. Mostramos que o fundador Eike Batista ficou com participação minoritária diluída em novos arranjos societários em benefício dos credores ou pela venda de ativos em 3 empresas do antigo grupo: petroleira OGX, empresa naval OSX e mineradora MMX, todas em recuperação judicial. A antiga MPX (atual ENEVA) de energia e a antiga LLX (atual PRUMO) de logística (que tem como principal ativo o Porto de Açu em São João da Barra, RJ), tiveram o controle vendido a empresas estrangeiras.

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Veja agora o que o nosso Banco de Dados SABE tem a mostrar sobre a situação nos últimos cinco anos das empresas sobreviventes do antigo “Grupo X”: MMX Miner, OGX Petróleo (ex OGX) e OSX BRASIL e das empresas vendidas: ENEVA (ex MPX) e PRUMO (ex LLX), por meio do desempenho econômico-financeiro. As planilhas a seguir informam valores em R$ Milhões das DFs Consolidadas, exceto OSX Brasil que informa em DF Individual.

Radar de Desempenho das Empresas em Recuperação Judicial do “Grupo X” – 2012 a 2016Fonte: SABE ©

Radar de Desempenho das Empresas em Recuperação Judicial do “Grupo X” – 2012 a 2016
Fonte: SABE ©

Radar de Desempenho das Empresas Sobreviventes Vendidas pelo “Grupo X” – 2012 a 2016Fonte: SABE ©

Radar de Desempenho das Empresas Sobreviventes Vendidas pelo “Grupo X” – 2012 a 2016
Fonte: SABE ©

 

COMENTÁRIOS FINAIS

As três empresas que não foram vendidas a investidores – (MMX, OGX Petróleo e OSX Brasil) – encontram-se em recuperação judicial e ainda enfrentam grave crise econômico-financeira:

  • MMX Miner: patrimônio líquido negativo, crescimento negativo em todos os indicadores medidos pela CAGR, exceto a Distribuição de Valor Adicionado que em 2016 permitiu entregar R$509 milhões a seus stakeholders;
  • OGX Petróleo: patrimônio líquido negativo, crescimento negativo em todos os indicadores medidos pela CAGR, com destruição de valor de R$171 milhões;
  • OSX Brasil: patrimônio líquido negativo, crescimento negativo em todos os indicadores medidos pela CAGR, com destruição de valor de R$904 milhões.

Por outro lado, as duas empresas vendidas – (ENEVA e PRUMO) – apresentam um quadro diferente com melhor situação, embora ainda enfrentando dificuldades:

  • ENEVA (ex MPX): crescimento de patrimônio e receitas, redução da dívida, medidos pela CAGR; melhoria de resultados, embora com lucro apenas em 2015 e distribuição de R$1,1 bilhões aos stakeholders em 2016;
  • PRUMO (ex LLX): crescimento de patrimônio e receitas, medidos pela CAGR; resultados negativos em todo o período e distribuição de R$560 milhões aos stakeholders em 2016;

A SABE Consultores tem a missão de “organizar informações financeiras sobre as empresas brasileiras e torná-las acessíveis e úteis” e acredita que as empresas conscientes atuam de maneira a criar valor não só para si mesmas, mas também para seus clientes, colaboradores, fornecedores, investidores, comunidade e meio ambiente ou usando o jargão do momento para seus “stakeholders”. Manteremos você atualizado com novas informações extraídas do nosso Banco de Dados SABE.

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Luiz Guilherme Dias é Sócio-Diretor da SABE Consultores, Consultor de Empresas e Conselheiro Certificado.

Fale com o autor: lg.dias@sabe.com.br

 

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