O fundamento é fundamental!!

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O fundamento é fundamental!!

04/05/2020

“Tive de gastar incontáveis horas, muito além do treinamento básico, para aperfeiçoar os fundamentos"

Julius Erving – o “Doctor J”, astro do basquetebol profissional americano

Por que ações de companhias problemáticas sobem tanto?

Em março o Ibovespa caiu 30% e em abril subiu 10%. Na última semana de abril, o índice subiu 3,8% na 2ª feira, 3,9% na 3ª feira e 2,3% na 4ª feira. Na 5ª feira voltou a cair 3,2% ficando em 80.506 pontos. A única explicação é que subiu em abril, porque caiu em março, sinalizando expressiva realização de lucros por especulação.

De fato a bolsa brasileira subiu em abril, mas sem qualidade, sem fundamento. Não mereceu os 80 mil pontos, porque tudo em volta estava negativo, especialmente na última semana em que o país esteve “pegando fogo”: pico da doença com colapso em algumas cidades, afastamento do ministro da justiça, dificuldade de socorro às empresas e famílias, etc.

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As duas maiores altas do mês de abril foram Via Varejo ON (VVAR3) subindo 74% e B2W (BTOW3) subindo 53%. Em março essas mesmas duas ações caíram 62% e 23%, respectivamente. Por quê ??

Fazemos aqui, prezado leitor, uma pausa para reflexão: Por que ações de empresas problemáticas sobem tanto, depois de fortes quedas? Cadê o fundamento? Entenda melhor a questão que levanto:

·  Via Varejo amargou em 2019 um belo prejuízo de R$ 1,4 bilhões, com EBITDA negativo e uma dívida líquida de R$ 22 bilhões. Em 2019 o seu acionista não teve algum retorno;

·  B2W está no vermelho desde 2015, apresentando um prejuízo de R$ 318 milhões em 2019. Sua alavancagem financeira em 2019, medida pela relação dívida líquida/EBITDA é de 6,1 vezes. Além disso, o seu acionista não teve retorno nos últimos 5 anos.

Para Warren Buffet, “se uma empresa vai bem, a sua ação acabará subindo”. Não é o que estamos vendo em nosso mercado. Para Damodaran, no Brasil temos um contingente grande de empresas que destroem valor aos seus acionistas e diversas empresas que criam valor aos seus acionistas nem sempre trazem uma valorização expressiva. Precisamos pensar a respeito, especialmente agora que tudo é incerto, a menos a não ser a especulação e a volatilidade da bolsa brasileira.

O momento atual

De acordo com dados do site G1, o Ministério da Saúde divulgou no domingo (3 de maio) o mais recente balanço dos casos de coronavírus no Brasil: 7.025 mortes e 101.147 casos confirmados. A taxa de letalidade é de 6,9%com 42.991 pessoas recuperadas.

Os três estados onde houve maior incidência de casos confirmados e óbitos foram, em ordem decrescente:

·  São Paulo: 31.772 casos, 2.627 mortes, taxa de letalidade de 8,3%

·  Rio de Janeiro: 11.139 casos, 1.019 mortes, taxa de letalidade de 9,1%

·  Pernambuco: 8.643 casos, 652 mortes, taxa de letalidade de 7,5%.

Um dado alarmante que aponta a fragilidade dos menos favorecidos foi divulgado hoje (3 de maio) relativo à taxa de mortalidade em dois bairros do Rio de Janeiro, um rico, outro pobre: Leblon (2,4%) e Maré (30,8%). Quando isso acabará ??

Notícias relevantes

A seguir um clipping de notícias julgadas relevantes por nossa equipe, visando auxiliar o leitor a compreender o recorrente “quebra-cabeças” do mercado de capitais brasileiro.


Desempenho do Ibovespa

O Ibovespa encerrou a última semana no dia 30 de abril registrando 80.506 pontos. O índice apresentou uma queda de 39.021 pontos (ou 32,6 % em moeda local) em relação à máxima de 119.527 pontos observada em 23/01/2020. Na ano o Ibovespa caiu 30%, perdendo praticamente toda a subida (32%) de todo o ano 2019.

A tendência primária (longo prazo) do Ibovespa continua em alta, mesmo com a elevadíssima volatilidade e incerteza do momento. No curtíssimo prazo (últimos 21 pregões) a tendência é de alta.

Veja a seguir o desempenho da bolsa brasileira, medido em pontos pelo Ibovespa e pelos índices das carteiras B3 de Dividendos (IDIV), Small Caps (SMLL) e Sustentabilidade (ISE), em diferentes intervalos de tempo. Observe que, com a queda provocada pela onda de pânico com o COVID-19, somente no longo prazo (5 anos), à exceção do ISE, a variação dos índices supera, no momento, a renda fixa.


O conjunto de estatísticas mostrado ajuda o leitor a perceber os movimentos cíclicos da bolsa brasileira, em especial sobre os que têm (e os que não têm) fundamento técnico. Confira a evolução do “termômetro da bolsa” no gráfico abaixo e perceba as diferenças entre as tendências (linha pontilhada em amarelo) e as volatilidades do Ibovespa no longo prazo (cinco anos) e no curtíssimo prazo (últimos 21 pregões):


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Para quem SABE (com trocadilho, por favor...), as recentes crises de guerra de preços do petróleo e da pandemia do coronavírus fizeram com que, no momento, as ações ficassem desvalorizadas e, portanto, baratas. Nossa recomendação é:

O investidor deve reavaliar os fundamentos das companhias que compõem sua carteira. Se os fundamentos continuam válidos, é o caso de aproveitar as “pechinchas”, ações de empresas cujos preços estejam abaixo de seus valores patrimoniais, aumentando sua exposição àquelas companhias.

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TERMO DE RESPONSABILIDADE (DISCLAIMER)

A SABE não pretende nem se dispõe a ensinar/instruir como investir no mercado de ações nem, muito menos, quais e quando comprar/vender ações: para isso recomendamos consultar a sua Corretora. SABE é o suporte imprescindível para quem já atua neste mercado ou já tomou a decisão de nele participar.

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Luiz Guilherme Dias
SABE | Inteligência em Ações da Bolsa


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