Brasil: oportunidade ou ameaça?

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Brasil: oportunidade ou ameaça?

23/05/2022

“Hoje, a sociedade assumiu um papel central na governança ao dizer o seguinte: ‘Se você não atuar com determinadas especificações, está fora’. É ela que concede ao negócio uma ‘licença social’ para existir. E ninguém vai se valorizar e repetir lucro sem contar com a lealdade dos stakeholders”

José Monforte, Conselheiro de Empresas

Brasil: oportunidade ou ameaça?

Na semana encerrada em  20/Mai, o Ibovespa subiu 1,5%, fechando com 108.488  pontos.

Em 2022, o índice sobe 3,5%, em discreta recuperação, com valorização se aproximando da renda fixa de 4%.

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Na contramão do enfrentamento da inflação, a China reduziu os juros de 5 anos de 4,60% para 4,45%, pressionada pela desaceleração econômica acentuada pelos lockdowns de sua política Zero Covid.

Aqui, na 5ªFeira (19/5), o Ministério da Economia subiu de 6,55% para 7,90% a projeção do IPCA/2022, mas, para Guedes, o Brasil já saiu do “inferno da inflação, ao contrário da Holanda, onde falta manteiga, e da Inglaterra, que vai para os dois dígitos já, já”.

Por outro lado, a equipe econômica pediu a inclusão de 5 pontos na reforma enxuta, incluindo: redução sobre o lucro das empresas, de 34% para 30%; tributação de lucros e dividendos em 10% e o fim do instrumento de Juros sobre Capital Próprio (JCP).

São inúmeras as ameaças sobre a nossa economia: risco fiscal, inflação de 2 dígitos, juros altos, eleições, etc. Entretanto, agentes internacionais de prestígio como a Nyse e o Credit Suisse enxergam oportunidades que devem ser observadas: a bolsa de NY está atenta a nova geração de empresas de tecnologia que têm se listado diretamente no mercado dos EUA e o banco suíço tem planos de dobrar a participação no mercado de private banking brasileiro em até 5 anos. Ameaças ou oportunidades são lados opostos da mesma moeda.

O momento atual da COVID-19

Novo levantamento da situação da pandemia de coronavírus no Brasil divulgado pelo consórcio de veículos de imprensa a partir de dados das Secretarias Estaduais de Saúde, consolidados às 20h de domingo (22 de maio). Fonte: G1. Saiba mais...

Notícias relevantes

No link abaixo você pode acessar uma compilação de notícias consideradas destaques relevantes por nosso time, visando auxiliar o nosso estimado leitor a compreender o recorrente “quebra-cabeças” do mercado de capitais brasileiro.

Segue o link para download do Relatório “A Bolsa na semana”: https://bit.ly/3ySweWe

Desempenho do Ibovespa

O Ibovespa encerrou a última semana no dia 20 de maio registrando 108.488 pontos, equivalente a menos 22.288 pontos (- 17% em moeda local) abaixo da marca recorde de 130.776 pontos registrada no fechamento do pregão de 7/06/2021. Neste ano de 2022 o Ibovespa está subindo 3,5%.

A tendência primária (longo prazo) do Ibovespa continua em ALTA, mesmo com a elevada volatilidade e incerteza do momento, tanto no plano econômico quanto no cenário político. No curtíssimo prazo (últimos 21 pregões) a tendência do principal índice da bolsa se manteve em QUEDA.

Veja a seguir o desempenho da bolsa brasileira, medido em pontos, pelo Ibovespa e pelos índices das carteiras B3 de Dividendos (IDIV), Small Caps (SMLL) e Sustentabilidade (ISE), em diferentes intervalos de tempo. Observe que, mesmo com a queda provocada pela onda de incerteza com a Covid-19, no longo prazo, a variação dos quatro índices, à exceção do ISE, supera DE LONGE a renda fixa, com variação positiva de mais de 70%, contra 32% do CDI. Com a Selic a 12,75% aa, a renda fixa volta ao radar dos investidores de curto prazo, mas a renda variável ainda continua sendo a protagonista do mercado de longo prazo, como sempre enfatizamos neste blog.

Perceba, estimado leitor, que o índice que teve o melhor desempenho no longo prazo foi o IDIV,com alta de 104%. Perceba também que o IDIV é o que tem o melhor desempenho em 2022, com alta de quase 5%.

O conjunto de estatísticas mostrado ajuda o leitor a perceber os movimentos cíclicos da bolsa brasileira, em especial sobre os que têm (e os que não têm) fundamento técnico. 



Confira a evolução do “termômetro da bolsa” no gráfico abaixo e perceba as tendências (linha pontilhada em amarelo) e as volatilidades do Ibovespa no longo prazo (cinco anos) e no curtíssimo prazo (últimos 21 pregões):

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Luiz Guilherme Dias
SABE | Inteligência em Ações da Bolsa


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