Balanços dos 9 meses de 2020 decepcionam

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Balanços dos 9 meses de 2020 decepcionam

07/12/2020

“Seja prudente quando os outros são vorazes e seja voraz quando os outros são prudentes”

Warren Buffett, investidor americano

Balanços de 9 meses de 2020 decepcionam

Os números dos balanços de 365 empresas não financeiras referentes aos 9 primeiros meses de 2020 em comparação a igual período de 2019 deixaram muito a desejar. Para evitar distorções excluímos das conclusões a seguir os resultados de Petrobras e Vale que serão abordados no final deste bloco.

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Mesmo com receitas totais com aumento nominal de 6,8%, os resultados decepcionaram: o total  dos EBITDAs caiu 48,6% e dos resultados líquidos ficaram negativos em mais de R$ 7 bilhões. Por outro lado, o endividamento subiu de forma expressiva atingindo o patamar de quase 18 vezes nos 9M2020. E, por último, o retorno do acionista ficou deteriorado perdendo 10,5 pontos percentuais em relação aos 9M2019. A planilha a seguir resume os desempenhos informados.


Considerando agora os números de Petrobras e Vale nos 9M2019 X 9M2020:

·  Petrobras: lucro de R$ 32 bi virou prejuízo de R$ 54 bi; alavancagem que era de 4,8 vezes ficou deteriorada por geração de EBITDA negativo e ROE que estava em 14% também deteriorou;

·  Vale: comportamento contrário ao da petrolífera devido à tragédia de Brumadinho no início de 2019, ou seja: prejuízo de R$ 503 milhões se transformou em lucro de R$ 20 bilhões; alavancagem sofreu redução expressiva de 10 vezes para 4,6 vezes e o ROE que estava negativo ficou em 14,6%. Mesmo com recuperação expressiva não devemos esquecer o passivo gerado pela tragédia ainda não totalmente refletido nos números das demonstrações contábeis.

Entendemos que apresentar o desempenho acumulado nos nove primeiros meses do ano traz uma informação mais objetiva e realista do que fazer comparações do 3º trimestre do ano.

O momento atual da COVID-19

O Brasil tem 176.721 mortes por coronavírus e 6.582.606 casos confirmados até as 13h de domingo (6 de novembro), segundo levantamento do consórcio de veículos de imprensa a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde.

A média móvel de mortes no Brasil nos últimos 7 dias foi de 579. A variação foi de +20% em comparação à média de 14 dias atrás, indicando tendência de alta nos óbitos pela doença após uma semana na faixa de estabilidade.

Sobre os infectados, a média móvel nos últimos 7 dias foi de 40.934 novos diagnósticos por dia. Isso representa uma variação de +37% em relação aos casos registrados em duas semanas, o que indica tendência de alta também nos diagnósticos. Fonte: G1. Leia mais...

Notícias relevantes

A seguir um clipping de notícias consideradas relevantes por nossa equipe, visando auxiliar o nosso querido leitor a compreender o recorrente “quebra-cabeças” do mercado de capitais brasileiro.


Desempenho do Ibovespa

O Ibovespa encerrou a última semana no dia 4 de dezembro registrando 113.750 pontos, apresentando uma queda de 5.777 pontos (ou 4,8% em moeda local) em relação à máxima de 119.527 pontos observada em 23/jan/2020. No ano o Ibovespa está caindo 1,6%. Com a expectativa negativa dos números dos balanços do 3º trimestre, se o índice fechar 2020 com 115 mil pontos, como muitos “apostam”, a variação em relação à 2019 (quando o índice teve alta de 32%) será ZERO!! Em outras palavras, se isso ocorrer o ano de 2020 não terá acontecido para a Bolsa.

A tendência primária (longo prazo) do Ibovespa continua em alta, mesmo com a elevada volatilidade e incerteza do momento, tanto no plano econômico quanto no cenário político. E, no curtíssimo prazo (últimos 21 pregões) a tendência do principal índice da bolsa se manteve em alta.

Veja a seguir o desempenho da bolsa brasileira, medido em pontos, pelo Ibovespa e pelos índices das carteiras B3 de Dividendos (IDIV), Small Caps (SMLL) e Sustentabilidade (ISE), em diferentes intervalos de tempo. Observe que, mesmo com a queda provocada pela onda de incerteza com a Covid-19, no longo prazo, à exceção do ISE, a variação dos índices supera DE LONGE a renda fixa. Agora, com a Selic a 2% aa, com tendência de manutenção, a renda variável se mantém como a protagonista do mercado, como prevíamos há mais de três anos neste blog.

Observe, estimado leitor, que dos 4 índices da tabela abaixo o que apresenta a maior variação no longo e no médio prazo é o SMLL, seguindo a tendência do ano de 2019 quando cresceu 53% contra 32% do Ibovespa. Por outro lado, o índice que teve a menor queda em 2020 até aqui foi o Ibovespa. Perceba também que em 2020 os quatro índices estão no “vermelho”.

O conjunto de estatísticas mostrado ajuda o leitor a perceber os movimentos cíclicos da bolsa brasileira, em especial sobre os que têm (e os que não têm) fundamento técnico. 


Confira a evolução do “termômetro da bolsa” no gráfico abaixo e perceba as tendências (linha pontilhada em amarelo) e as volatilidades do Ibovespa no longo prazo (cinco anos) e no curtíssimo prazo (últimos 21 pregões):


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Luiz Guilherme Dias
SABE | Inteligência em Ações da Bolsa


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