BC autônomo?

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BC autônomo?

15/02/2021

“O Banco Central tem a visão do que o mais importante e o que precisa ser preservado é a meta de inflação. Nós entendemos que no mundo emergente se dá muita força no emprego, onde nem tem ferramentas para atuar nisso. Acaba gerando um equilíbrio ótimo-ruim, porque no final você nem vai ter emprego e nem vai ter inflação controlada e, muito provavelmente, a falta de controle da inflação vai gerar desemprego”

Roberto Campos Neto, Presidente do Banco Central do Brasil

BC autônomo

Com a autonomia aprovada, o BC terá 4 objetivos, sendo a meta fundamental a estabilidade de preços. Adicionalmente terá de zelar pela estabilidade e pela eficiência do sistema financeiro, suavizar as flutuações do nível de atividade econômica e fomentar o pleno emprego. O presidente do BC, Roberto Campos Neto, demonstrou contrariedade ao trecho sobre o “fomento ao emprego.” Disse que pode possibilitar a governos desenvolvimentistas abrir mão do controle dos preços. Somos de opinião que, se isto ocorrer, a autonomia fica ameaçada.

Para os economistas do Insper, Marcos Liboa e Marcos Mendes, a Câmara, para mostrar que a agenda mudou, quer aprovar medidas com impacto na mídia, como a nova versão da autonomia do BC. O texto, porém, contém propostas para agradar a plateia que podem ressuscitar velhos problemas, como o dispositivo para garantir o pleno emprego. Só os EUA têm essa previsão legal, e nem lá ela é levada como se pretende aqui.

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Segundo os especialistas, aparentemente, nossos legisladores não conhecem os dilemas da política monetária. Preservar o pleno emprego no curto prazo em troca de maior inflação pode prejudicar o emprego e os salários nos anos seguintes. Fonte: Brazil Journal. Continue lendo...

O momento atual da COVID-19


Novo levantamento da situação da pandemia de coronavírus no Brasil divulgado pelo consórcio de veículos de imprensa a partir de dados das Secretarias Estaduais de Saúde, consolidados às 20h de sábado (13 de fevereiro). Fonte: G1. Leia mais...

Notícias relevantes

A seguir um clipping de notícias consideradas relevantes por nossa equipe, visando auxiliar o nosso estimado leitor a compreender o recorrente “quebra-cabeças” do mercado de capitais brasileiro.


Desempenho do Ibovespa

O Ibovespa encerrou a última semana no dia 12 de fevereiro registrando 119.429 pontos,  equivalente a 99 pontos (-0,1% em moeda local) abaixo da marca de 119.527 pontos registrada em 23/01/2020. O principal índice da B3 terminou 2020 com alta de 2,9%, tendo entre os índices acionários de países emergentes comparáveis o pior desempenho em dólar, representando queda de 20,18%,. Neste ano de 2021 o Ibovespa está subindo 0,3%.

A tendência primária (longo prazo) do Ibovespa continua em alta, mesmo com a elevada volatilidade e incerteza do momento, tanto no plano econômico quanto no cenário político. Mas, no curtíssimo prazo (últimos 21 pregões) a tendência do principal índice da bolsa se mantém em queda.

Veja a seguir o desempenho da bolsa brasileira, medido em pontos, pelo Ibovespa e pelos índices das carteiras B3 de Dividendos (IDIV), Small Caps (SMLL) e Sustentabilidade (ISE), em diferentes intervalos de tempo. Observe que, mesmo com a queda provocada pela onda de incerteza com a Covid-19, no longo prazo, à exceção do ISE, a variação dos índices supera DE LONGE a renda fixa, com variação positiva de mais de 200%. Com a Selic mantida a 2% aa, a renda variável continua sendo a protagonista do mercado, como prevíamos há mais de três anos neste blog.

Observe, estimado leitor, o índice que teve o melhor desempenho no longo prazo foi o SMLL, seguido do IDIV, ambos com altas de mais de 250%. Perceba também que o ISE é o que tem o melhor desempenho em 2021, com alta de 0,7%. Neste ano somente o IDIV está no ‘vermelho’.

O conjunto de estatísticas mostrado ajuda o leitor a perceber os movimentos cíclicos da bolsa brasileira, em especial sobre os que têm (e os que não têm) fundamento técnico.


Confira a evolução do “termômetro da bolsa” no gráfico abaixo e perceba as tendências (linha pontilhada em amarelo) e as volatilidades do Ibovespa no longo prazo (cinco anos) e no curtíssimo prazo (últimos 21 pregões):


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A SABE não pretende nem se dispõe a ensinar/instruir como investir no mercado de ações nem, muito menos, quais e quando comprar/vender ações: para isso recomendamos consultar a sua Corretora. SABE é o suporte imprescindível para quem já atua neste mercado ou já tomou a decisão de nele participar.

O SABE Alerta é apenas a “ponta de um iceberg” quando comparado ao acervo de informações que o Big Data SABE tem à disposição de investidores e gestores de investimentos em ações: são mais de 150.000 demonstrações financeiras padronizadas de TODAS as companhias abertas desde 1994. Além disso, produzimos uma verdadeira “enciclopédia” sobre as companhias listadas na B3 com mais de 450 newsletters publicadas, entre blogs e alertas ao mercado.

Luiz Guilherme Dias
SABE | Inteligência em Ações da Bolsa


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