TI e Telecom: investimentos ininterruptos, com resultados fracos

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TI e Telecom: investimentos ininterruptos, com resultados fracos

24/04/2019

A expectativa de crescimento para os investimentos em TI no Brasil para 2019 é de 10,5%, ainda impulsionada pela venda de dispositivos, contra uma expectativa de crescimento médio mundial de 4,9%. É o Brasil voltando a crescer o dobro da média mundial, como ocorria até 2013. Para as TICs espera-se um crescimento mais moderado, da ordem de 4,9%, de acordo com a prévia do estudo "Mercado Brasileiro de Software e Serviços", da ABES (Associação Brasileira das Empresas de Software).

Na América Latina, o Brasil se manteve em 1º lugar no ranking regional, responsável por 42,8% dos investimentos em TI, mais que o dobro registrado pelo México (20%), que ficou em segundo lugar, seguido por Argentina (7,5%) e Colômbia (7,1%). A região investiu US$108,8 bilhões no mercado de TI em 2018, representando quase 11% do total mundial.

Em relação ao investimento em TIC, que inclui TI e Telecom, o Brasil desceu uma posição, ficando em 7º lugar no ranking mundial, com US$ 97 bilhões investidos, seguindo uma tendência de ligeira retração dos últimos anos desse setor, muito relacionada à transição de voz para dados dos consumidores. Neste quesito, o Brasil ficou ainda à frente da Índia (US$86 bilhões) e logo depois da França (US$109 bilhões). (Fonte: Convergência Digital). Continue lendo...

O Setor de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) na B3

Ao todo são atualmente 14 companhias listadas na B3 que compõem o setor de TIC, sendo oito de TI e seis de TELECOM. Olhando as receitas desses segmentos percebemos uma forte concentração em ambos:

·  TI: Totvs e Valid concentram 70%, distribuídos em 40% e 30%, respectivamente;

·  TELECOM: Telefônica Brasil (Vivo) e Oi representam 75%,  com fatias de 50% e 25%, respectivamente.

Desempenho Econômico-Financeiro das Companhias Abertas

Os fortes investimentos realizados pelos dois segmentos não trouxeram ainda um desempenho favorável, embora melhor em 2018 na comparação com 2017. Confira a seguir a performance das companhias com números extraídos do Big Data SABE:

·  TI: os lucros cresceram de forma expressiva alavancados por Valid, o maior resultado de TI, com R$ 100 milhões, crescimento de 260%, ficando acima da Totvs, líder em receitas, cujo lucro caiu 35% para R$ 61 milhões; a alavancagem financeira ficou praticamente estável, ficando a relação dívida líquida/EBITDA em 2,24 vezes, nível confortável;

·  TELECOM: os lucros subiram bastante impulsionados pelo resultado não recorrente da OI, que reverteu seu prejuízo de R$ 966 milhões para um lucro de R$ 36 bilhões, distorcendo o resultado agregado do segmento; pelo lado do endividamento o grau de alavancagem do segmento caiu para 3,10 vezes, pouco acima do nível de alerta; entretanto, os números da Oi evidenciaram em 2018 um grau de 69,92 vezes, caracterizando sua dívida como impagável.

Desempenho das Ações das Companhias Abertas na B3

O desempenho em bolsa tanto das ações de companhias de TI quanto de TELECOM no longo prazo (aproximadamente 5 anos) foi muito fraco. À exceção de CSU CARSYSTEM e LINX, ambas do segmento de TI, todas as demais ações tiveram valorizações abaixo do Ibovespa, refletindo o inexpressivo desempenho das companhias. Confira a seguir a performance das ações das companhias com as cotações ajustadas da APLIGRAF.

Cabe a observação que as empresas de TI (BRQ, SINQIA, QUALITY SOFT e DTCOM-DIRECT) não possuem cotações informadas. O mesmo ocorre com a empresa ALGAR TELECOM do segmento de TELECOM.

Comentários Finais

O potencial disruptivo das atuais ondas de inovação tecnológica relacionadas às Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC), trouxe mudanças em diversos setores e âmbitos. Com isso a Gartner, apresentou as principais tendências divididas em três grandes grupos:

·  tecnologias que levarão inteligência a todas as partes, como inteligência artificial (AI) e aprendizado de máquina;

·  tecnologias que promoverão a interconexão do mundo digital com o mundo real; e

·  as plataformas e serviços necessários para entregar toda essa inovação para os usuários finais.

A TIC é assim o setor do futuro, motivo pelo qual os expressivos investimentos são e serão por muito tempo necessários. Sem investimentos permanentes em inovação e criação de produtos, dificilmente as empresas desse setor sobreviverão.

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Luiz Guilherme Dias
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