Tecnologia da Informação – Resultados para baixo com dívidas para cima!

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Tecnologia da Informação – Resultados para baixo com dívidas para cima!

12/12/2017

Oito companhias abertas com ações negociadas na B3 compõem o Setor de Tecnologia da Informação (TI). Segundo os balanços dos nove primeiros meses de 2017, seis empresas deram lucro, uma deu prejuízo (Quality Soft) e outra (DTCOM-Direct) não divulgou seus dados, motivo pelo qual excluímos esta empresa deste estudo.

Duas das oito empresas representam 71% das receitas, configurando forte concentração como a maioria dos setores: Totvs com 42% e Valid com 29%. As receitas do conjunto das empresas totalizaram R$ 4 bilhões nos 9M2016, praticamente as mesmas dos 9M2017, com queda nominal de 0,6%. Os maiores crescimentos de vendas nos 9M2017 foram obtidos pelas menores companhias do setor: Senior Solution com 63% e Quality Soft com 41%, quando comparadas com os 9M2016.

O desempenho como um todo das companhias do Setor de TI nos nove primeiros meses de 2017 foi muito fraco, pois todos os indicadores apresentaram desempenho negativo com receitas e resultados para baixo e dívidas para cima.

Tomando como base as líderes do setor por receitas, percebemos quedas expressivas nos lucros dos 9M2017 quando comparados a igual período de 2016 em duas empresas: Valid (- 56%) e Totvs (- 33%). Ao mesmo tempo estas empresas tiveram aumento no grau de alavancagem, chegando nos 9M2017 com os seguintes níveis: Totvs (3,01x, aumentou 17%) e Valid (3,95x, aumentou 22%). Neste quesito quem estão melhores são a CSU Cardsystem (1,25x, estável) e a Linx que goza de dívida líquida negativa com caixa positivo.

Na comparação dos 9M2016 X 9M2017, o destaque positivo vai para a Linx que cresceu as receitas em 14% e os lucros em 34%, ao mesmo tempo em que conseguiu redução significativa da dívida, inclusive do grau de alavancagem financeira. Por outro lado a empresa entregou no balanço dos 9M2017 aos seus acionistas um ROE de quase 8%, crescimento de 32%.

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O destaque negativo vai para a Quality Soft que, mesmo tendo tido expressivo aumento nas receitas, foi a única a amargar prejuízo (R$ 465 mil) nos 9M2017, agravado por uma grande dívida de R$ 46 milhões, com grau de alavancagem de 8,4 vezes o seu EBITDA.

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Luiz Guilherme Dias
Equipe SABE Inteligência em Ações

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