Siderurgia – Redução de prejuízos e dívidas em 2017!

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Siderurgia – Redução de prejuízos e dívidas em 2017!

10/04/2018

As maiores produtoras de aços planos do país perderam espaço para os produtos importados durante 2017. Usiminas, Siderúrgica Nacional (CSN) e ArcelorMittal responderam por uma menor fatia do consumo aparente de produtos siderúrgicos ante 2016. (Fonte: Valor e Instituto Aço Brasil).

O aquecimento, principalmente do setor automotivo, ajudou a elevar a demanda por produtos planos, como chapas de aço. Mas, ao mesmo tempo, a política de recomposição de preços das siderúrgicas ajudou a atrair mais importações. As usinas promoveram reajustes que deixaram aço nacional durante grande parte do ano perto de 10% mais caro que o estrangeiro - um "prêmio" considerado no limiar do incentivo à concorrência.

Por outro lado, analistas e as próprias companhias enxergam espaço para aumentos, caso a cotação internacional siga elevada. Até agora, o efeito esperado do protecionismo americano sobre os preços chineses - principais exportadores ao Brasil - não se materializou. Em muitos casos, como na bobina a quente e a frio, o prêmio está em aproximadamente 5%. A CSN, inclusive, aposta em aumento para o 2º semestre de 2018.

O Setor de Siderurgia e Metalurgia é composto por onze companhias abertas com ações na bolsa. Segundo os números dos balanços de 2017, apenas quatro empresas deram lucros: Ferbasa, Panatlantica, Sid Nacional e Usiminas. Entretanto, o setor como um todo se recuperou: o prejuízo acumulado em 2016 foi de R$ 7,8 bilhões contra um prejuízo acumulado em 2017 de R$ 257 milhões e o grau de endividamento caiu mais que 50%.

Três empresas detêm 85% das receitas: Gerdau Sid com 33%, Gerdau Met com 34% (portanto, Grupo Gerdau detém 68%) e Siderúrgica Nacional com 17%. O total das receitas em 2017 foi de R$ 109 bilhões contra R$ 108 bilhões em 2016, representando um aumento nominal de 1,18%. O maior crescimento em vendas em 2017 contra igual período de 2016 ficou com a Usiminas, cujas receitas subiram 26,97%.


De modo geral, o desempenho como um todo das companhias do Setor de Siderurgia e Metalurgia foi bom: embora tendo receitas praticamente estáveis, os prejuízos reduziram de forma expressiva, o EBITDA mais que dobrou e a alavancagem financeira medida pela relação anualizada dívida/EBITDA despencou 53%, atingindo o nível de 5,28x em 2017. O ROE (retorno do acionista) ficou deteriorado por conta do resultado líquido acumulado ter sido negativo em 2017.

De 2016 para o 2017, as quedas expressivas de receitas foram de: Fibam (-27%) e Paranapanema (-23%), enquanto que os aumentos mais expressivos ficaram com: Usiminas (+27%) e Panatlantica (+19%). As quatro grandes tiveram expressivo crescimento de EBITDA: Ferbasa (+327%), Gerdau Met (+257%), Gerdau Sid (+255%) e Usiminas (+107%). Com relação às variações de lucros, o destaque vai para Ferbasa que quase quadruplicou seu lucro de 2016 (R$ 70 milhões) para 2017 (R$ 270 milhões).

Com relação ao endividamento, observamos redução expressiva do grau de alavancagem financeira das grandes companhias do setor: Gerdau Met ( -74%), Gerdau Sid ( -73%), Usiminas ( -53%), além de Sid Nacional ( -22%). Entretanto, o nível da relação anualizada dívida/EBITDA dessas quatro empresas continua muito elevado de acordo com o balanço de 2017, a saber: Gerdau Metalúrgica (7,42x), Sid Nacional (7,39x), Gerdau Siderúrgica (7,21x) e Usiminas (4,13x).

Pela comparação dos números dos balanços de 2016 versus 2017, o destaque positivo é dado a Ferbasa pelo seu bom desempenho: crescimento expressivo dos lucros, da geração de caixa medida pelo EBITDA e pela forte redução da alavancagem financeira, além de significativa melhora da rentabilidade patrimonial: 17,75%, de longe a melhor do setor.

O destaque negativo é atribuído à Fibam, por conta de prejuízos recorrentes, geração negativa de caixa e passivo a descoberto em 2016 e 2017. Entrou nesse grupo a Mangels Indl devido ao passivo a descoberto nos últimos dois anos.

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Luiz Guilherme Dias
Equipe SABE Inteligência em Ações

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