Poupança X Tesouro Direto X Ações

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Poupança X Tesouro Direto X Ações

09/04/2018

Com a taxa básica de juros – SELIC – no menor patamar histórico, 6,5% ao ano, a renda fixa tende a perder atratividade. Daqui para frente quem quiser obter melhores retornos e ganhar dinheiro “de verdade” vai ter que tomar mais risco. Prevemos, portanto, uma mudança de cultura pela preferência por investimentos conservadores.

De acordo com matéria publicada na Revista Exame – Edição 1157 – o número de brasileiros que possuem dinheiro para investir aumentou na última década e esses recursos foram aplicados principalmente nas alternativas mais conservadoras: Tesouro Direto e Poupança, deixando de lado as Ações.

A Poupança ainda é a líder na preferência dos brasileiros com 150 milhões de cadernetas em 2017. O Tesouro Direto possui atualmente 2 milhões de brasileiros cadastrados, tendo atraído 700 mil novos investidores em 2017, mesmo com os juros no menor patamar histórico. Por outro lado, o número de brasileiros em 2017, cadastrados para investir em Ações negociadas na bolsa de valores, era praticamente o mesmo de 2010. De 2008 para cá o número de investidores que aplicam no Tesouro Direto foi o que mais cresceu. Confira o crescimento das três opções de investimentos na planilha abaixo:

Embora o número de investidores que aplicaram na renda fixa por meio de títulos públicos do Tesouro Direto tenha crescido mais de 1.200%, a Poupança continua sendo a aplicação com maior número de investidores: 150 milhões, cerca de 75% da população do país. 

Por outro lado, os investidores em Ações, embora em menor número, são os que possuem, na média, mais dinheiro aplicado: quase R$300 mil por investidor. Em seguida vêm os investidores do Tesouro Direto com quase R$25 mil na média. E, por último, aqueles que aplicam em Caderneta de Poupança, com quase R$5 mil na média.

Ainda é cedo para falar em mudança de cultura da renda fixa para a renda variável, mas acreditamos que ela virá com o tempo. Costumamos dizer que “Ações são, e sempre serão, o melhor investimento!” Mas, investir em Ação requer educação, como qualquer outro tipo de investimento. Nossa educação privilegiou a caderneta de poupança e a casa própria, este último, um “bem de raiz”. Com juros na faixa de 6% ao ano e o BNDES deixando de ser um “hospital para amigos do rei”, é possível que as Ações passem a ser percebidas por uma maior parcela da população. a exemplo do que ocorre em economias desenvolvidas onde o número de investidores chega a mais de 5% da população.

O SABE Alerta é apenas a “ponta de um iceberg” quando comparado ao acervo de informações que o Big Data SABE tem à disposição de investidores e gestores de investimentos em ações. São 120.000 demonstrações financeiras padronizadas de TODAS as companhias abertas desde 1994 que, junto com os preços de suas ações ajustadas dos últimos cinco anos permitem à nossa equipe técnica elaborar os relatórios com informações seguras para investidores e profissionais do mercado.

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Luiz Guilherme Dias
Equipe SABE Inteligência em Ações

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