Carteiras de Dividendos: estratégias diferentes com mesmo objetivo

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Carteiras de Dividendos: estratégias diferentes com mesmo objetivo

22/08/2018

Segundo matéria intitulada “Em tempos de cautela, empresas que pagam dividendos são opção” (O Globo/Economia, 13/Ago/2018), para os analistas de investimentos, as empresas boas pagadoras de dividendos são companhias consolidadas e permitem equilibrar exposição a risco e baixa volatilidade.

Em nossa opinião, companhias que pagam dividendos são SEMPRE uma boa opção, mesmo em tempos de calmaria. Com a retomada da economia, mesmo a passo de cágado, o aumento da lucratividade observado nos balanços do 1º semestre de 2018 deverá permitir futuros pagamentos de dividendos aos acionistas com ganho (yield) superior ao da renda fixa. O melhor dos mundos é e sempre será investir em companhias com dividend yields maiores que o retorno do CDI e com valorizações superiores ao Ibovespa, o que nem sempre é possível como sabemos.

Neste artigo analisamos as valorizações das ações que compõem as carteiras de dividendos das quatro corretoras mencionadas na matéria do link acima (Coinvalores, Magliano, Guide e Spinelli), junto com a carteira SABE Invest sugerida por nossos consultores. Ao mesmo tempo, observamos que cada corretora possui uma estratégia diferente, embora todas busquem bons dividendos e valorizações acima do Ibovespa. A planilha seguinte ilustra nossa afirmação, apresentando para cada carteira: a valorização das ações no longo prazo (5 anos), o número de companhias, a principal estratégia adotada e o percentual de ações que superaram o Ibovespa.

As companhias que fazem parte das carteiras analisadas neste artigo são as seguintes:

- GUIDE: Banrisul, Braskem, Comgas, Engie Brasil, IRB Brasil Re, Taesa e Vale;

- SABE: Alpargatas, BBSeguridade, Ferbasa, Grendne, Itau, Klabin, Kroton e Telef Brasil;

- COINVALORES: IRB Brasil Re, Itau, Multiplus, SulAmerica e Tupy;

- SPINELLI: Banrisul, Comgas, Ecorodovias, Taesa e Telef Brasil;

- MAGLIANO: AES Tietê, BBSeguridade, Comgas, Copel, Engie Brasil, Itausa, Sabesp, Taesa, Telef Brasil e Trans Paulista.

Em resumo, dá para perceber a dificuldade de composição e gestão de uma carteira de dividendos, em um momento de alta volatilidade como o que estamos presenciando no Brasil (e lá fora!), em especial sobre a incerteza com as eleições de outubro.

Surge uma indagação: Qual seria o impacto se o novo governo tributasse os dividendos? Segundo simulação feita pela Corretora Spinelli, a tributação de dividendos com uma alíquota de 5%, traria uma arrecadação de R$ 3,7 bilhões (3,1% do déficit primário) e o impacto no Ibovespa seria equivalente a uma queda de 4,5%. Isto sem falar na imagem negativa para o mercado de ações, pela bitributação, dado que os dividendos são calculados sobre o lucro líquido, após IR e CSLL.

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Luiz Guilherme Dias
SABE | Inteligência em Ações da Bolsa

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