Bancos: retorno do acionista não é mais o mesmo!

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Bancos: retorno do acionista não é mais o mesmo!

05/10/2017

O ROE (Retorno sobre Patrimônio Líquido) expressa percentualmente como a empresa está remunerando cada real investido por seus acionistas. No caso dos bancos, como grande parte dos ativos e passivos são líquidos, portanto, tem um valor mais próximo da realidade já que são "marcados a mercado" na maioria das vezes, o ROE ganha ainda mais importância. (Infomoney – 02/Out/2017).

De fato, o ROE de muitos bancos já não é o mesmo. Considerando os cinco maiores bancos por ativos totais, percebemos que o ROE de três instituições caiu em 2017 (balanço do 1S2017 anualizado) se comparado com a média dos últimos cinco anos. Escaparam dessa queda o Itauunibanco e o Santander que quase dobrou o ROE. O gráfico seguinte ilustra essa mudança:

Outro aspecto que mudou é que no passado a maior fatia de ROE ficava com os grandes bancos. Agora bancos menores oferecem ROEs superiores aos maiores como mostra o gráfico abaixo. Observe que Banese, Banpará e Nordeste Brasil superaram o Itauunibanco no 1º semestre de 2017.

De acordo com o levantamento da E&Y, em decorrência da nova conjuntura 22% dos bancos encerraram atividades em algum país ao longo de 2015 (um aumento de 100% com relação a 2014) e 43% deixaram de oferecer algumas linhas de serviços. Esta retração é uma grande mudança dentro do cenário globalizado, observado ao longo dos últimos 20 anos. “Percebemos uma mudança de comportamento por parte das instituições financeiras no que diz respeito à gestão dos riscos. Se antes eram os riscos do mercado que mais preocupavam as instituições, agora são os aspectos não financeiros, como a corrupção, que tem recebido mais atenção”, disse Xavier Madrid, sócio de Serviços Financeiros da EY.

Fatores como desemprego, surgimento de “fintechs” e “bitcoins”, além das questões tradicionais de gestão de riscos enfrentadas pelos bancos sinalizam mudanças na rentabilidade e nos resultados. Em nosso mercado quatro bancos listados na B3 deram prejuízo no 1S2017: BTG Pactual, Indusval, Mercantil Invest e Pine.Em um mundo de constantes mudanças até os bancos têm um futuro imprevisível. Quem diria!

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